domingo, 7 de agosto de 2016

Projeto Folclore _ Quadra, cantiga de roda, parlenda e trava-línguas



Projeto Folclore - Português - 3ᵒ Bimestre
I-Quadras
            As quadras são poemas de quatro versos que apresentam rimas. Podem também ser chamadas de quadrinhas ou trovas. Normalmente, cada verso possui sete sílabas. Nas quadrinhas, as rimas costumam ocorrer nos 2 ᵒ e 4 ᵒ versos.
            As quadrinhas brasileiras são, em geral, de origem portuguesa ou adaptada das portuguesas.
            Seu uso difundiu-se muito entre os enamorados, que costumam usá-las como uma forma de declaração de amor.
            Leia a seguir algumas quadrinhas, prestando atenção nos temas, ritmos e rimas que apresentam.
Pus-me a escrever na areia
Com peninhas de pavão
Pra dar a saber ao mundo
Que por ti tenho paixão.

Já lá vai o sol entrando
Por detrás daquele monte,
E a noite doces orvalhos
Vem derramando na fonte.

1-      Reescreva em seu caderno as quadras seguintes, completando o 2ᵒ verso com uma palavra que rime com o 4ᵒ verso ou vice-versa.
Sexta-feira faz um ano
Que meu coração fechou
Quem morava dentro dele
Tirou a chave e .


Aproveite minha gente
Aproveite e não .
Que a laranja está acabando
Que meu carro já vai embora.

2-      Complemente as quadrinhas a seguir com o último verso. Em seguida, compare com os criados por seus colegas.
Fechei na mão um sorriso
Da tua boca mimosa:
Quando fui abrir a mão,
.

A rosa que tu me deste
Peguei-lhe, mudou de cor:
Ficou toda azul-celeste
.

3-      Elabore quadrinhas com os assuntos propostos a seguir ou outros que preferir. Depois de prontas, escreva-as em uma folha de papel à parte e produza ilustrações criativas para elas.

AMOR


ANIVERSÁRIO


VIAGEM


II- CANTIGAS DE RODA
            As cantigas de roda também são uma preciosidade de nosso folclore. Quem é que não se lembra de “Ciranda, cirandinha” ou “Atirei o pau no gato”?
            Há muito tempo, as cantigas são passadas de geração em geração, cativando e divertindo a todos.
            Vamos ler e, quem sabe, cantar algumas cantigas de roda?
Alecrim

   Alecrim, alecrim dourado
  Que nasceu no campo
  Sem ser semeado.

  Foi meu amor
  Quem me disse assim
  Que a flor do campo
  É o alecrim.

O cravo e a rosa
  O cravo brigou com a rosa
  Debaixo de uma sacada.
  O cravo saiu ferido,
  E a rosa, despedaçada.

  O Cravo ficou doente,
  A rosa foi visitar.
  O cravo teve um desmaio,
   E a rosa pôs-se a chorar.
1-      Responda:

a.       De quantas estrofes é composta cada uma das cantigas de roda que você acabou de ler?


Sacada _ despedaçada
b.      Retire das cantigas acima pares de palavras que rimam e anote-os no caderno. Veja o exemplo extraído da cantiga “O cravo e a rosa”.



2-      Você se lembra de alguma outra cantiga de roda? Que tal se esquecer por alguns minutos de que já é adolescente e voltar a ser criança? Convide seus colegas de classe e professora para brincar com você. Deixe a vergonha de lado! Com certeza, será bem divertido!
                  A canoa virou                                                            Canoa virou
Pois deixaram ela virar
Foi por causa da (nome da pessoa)
Que não soube remar
Se eu fosse um peixinho
E soubesse nadar
Eu tirava a (nome da pessoa)
Do fundo do mar
Siri pra cá
Siri pra lá
 (Nome da Pessoa) é bela
E quer casar.






Sapo-cururu

Sapo-cururu,
Na beira do rio,
Quando o sapo canta,
Oh maninha,
É que está com frio

   
A mulher do sapo
    Deve estar lá dentro
    Fazendo rendinha
    Oh, maninha,
     Para o casamento.

III- PARLENDAS
Pertencentes à cultura popular, as parlendas são versos sonoros e ritmados, falados sem acompanhamento musical. Nascidos do linguajar do povo, nesses versos infantis podem ser criados para diferentes finalidades: divertir, expor um sentimento, acalmar, ensinar alguma coisa etc.
As parlendas podem apresentar variações, de acordo com as diferentes regiões de nosso país.
Leia algumas parlendas e confira se as que você conhece são parecidas com elas.
Um, dois,
Feijão com arroz,
Três, quatro,
Feijão no prato
Cinco, seis,
Falar inglês,
Sete, oito,
Comer biscoito,
Nove, dez,
Comer pastéis.

Amanhã é domingo,
Pé de cachimbo,
O cachimbo é de ouro,
Bate no touro,
O touro é valente,
Bate na gente,
Agente é fraco,
Cai no buraco,
O buraco é fundo,
Acabou-se o mundo.










Tico-tico sirilico,
Quem te deu tamanho bico?
Foi a velha cigarreira
Que ia indo na ribeira
Comprando ovos de perdiz
Para o filho do Juiz.

Tá com frio?
Toma banho no rio
Tá com calor?
Toma banho de regador

1-      Divirta-se lendo a parlenda abaixo:
Quem cochicha
O rabo espicha
Come pão
Com lagartixa
Quem escuta
O rabo encurta
Quem reclama
O rabo inflama
Come pão
Com taturana.
       Agora, resolva as questões a seguir.
a.       Quantos versos compõem a parlenda ao lado?

b.      Em sua opinião, em que ocasião essa parlenda costuma ser recitada?

c.       Retire das parlendas palavras que rimam. Veja exemplo:
Cochicha- espicha- lagartixa
         Escreva em seu caderno outras rimas para as palavras que copiou. Observe:
Cochicha- espicha- lagartixa: ficha, lixa, picha, salsicha, rixa
  
d.      Agora, encontre palavras que rimem com as apresentadas a seguir.
gente

prato

comer

pão
 
Em seguida, escolha uma dessas palavras e tente criar uma parlenda a partir das rimas que você escreveu para ela.
2-      Das parlendas que você leu, escolha a de que mais gostou ou pesquise outra. Copie-a em uma folha avulsa de papel e crie uma bela ilustração para ela.

IV- TRAVA-LÍNGUAS
 O trava-língua é uma composição em versos, na maioria das vezes de Consiste em uma brincadeira com as palavras, que devem ser pronunciadas bem depressa e distintamente.
Vamos compreender melhor esse tipo de texto? Para isso, nada melhor do que falar alguns rapidamente. Leia os trava-línguas abaixo bem rápido, mas cuidado para não “travar” a língua.

Maria-mole é molenga
Se não é molenga,
Não é maria-mole.
É coisa malemolente,
Nem mala, nem mola,
Nem maria, nem mole.








É crocogrilo? É cocodrilo?
É cocrodilo? É crocodilho?
É corcodilho? É corcrodilo?
É cocordilo? É jacaré?
Será que ninguém acerta
O nome do crocodilo Mané?







    Atrás da pia
    tem um prato,
    um pinto e um gato.
    Pinga a pia,
     apara o prato.
     Pia o pinto
   e mia o gato.
No vaso tinha uma aranha e uma rã
A rã arranha a aranha.
A aranha arranha a rã.

Em rápido rapto,
 um rápido rato raptou
três ratos sem deixar rastros.



                                                              O padre pouca capa tem, porque pouca capa compra.

1-      Que tal realizar em sala de aula um concurso de trava-línguas? Para isso, escolham um dos que acabaram de ler. Quem conseguir falar o maior número de vezes o trava-língua escolhido, rapidamente e sem se enrolar, será o vencedor.

2-      Pesquise outros trava-línguas em uma biblioteca ou internet. Depois, solicite aos colegas de outras turmas que digam rapidamente.

3-      Junte-se a um colega e formem uma dupla. Cada dupla deve escolher um trava-língua diferente dos selecionados pelas demais. Esse trava-língua deve ser reescrito em uma folha de papel à parte. Então, façam uma ilustração bem-humorada para o texto escolhido.



Projeto Folclore - Celebrações das festas juninas.



Leia: Olha o arraiá!
        Conheça as celebrações por trás das festas juninas de ontem e de hoje

Olha a chuva! É mentira! Olha a cobra! É mentira! Olha a canjica! Oba, é verdade! Essa época do ano é uma delícia, não é? Uma porção de festas juninas acontecendo com um monte de tradição bacana! Mas você sabe a origem desse festejo todo?
 “As origens das comemorações de festas juninas na Europa remontam às culturas dos povos arianos e romanos da Idade Antiga, quando estas celebrações faziam parte dos ritos de passagem destinados a marcar a transição do inverno para o verão, no hemisfério norte”, explica o professor Wallace de Deus Barbosa, do Departamento de Arte da Universidade Federal Fluminense.
Já na Idade Média, a Igreja Católica transformou as festas juninas em celebrações religiosas em homenagem a São João, Santo Antônio e São Pedro, cujas datas de comemoração coincidem com o período dos festejos juninos.
 A tradição de fazer fogueiras também vem da Europa. “As fogueiras juninas fazem parte de uma antiga tradição de celebrar o solstício de verão, ou seja, o dia mais longo do ano”, conta Wallace.
No Brasil, surgiram algumas tradições, como a dança de quadrilha, que surgiu como uma tentativa de imitar a dança da corte francesa, mas, na verdade, acabou virando uma paródia da dança surgida na França.  Aqui surgiram também as diversas comidas típicas feitas de milho, além de cocada, pé de moleque, paçoca… Mas a mais famosa delas é a canjica, que não pode faltar em nenhuma festa junina!

Disponível em: TURINO, Fernanda. http://chc.org.br/olha-o-arraia/. Acesso em: 17 de maio de 2016.

Questão 1 – “Conheça as celebrações por trás das festas juninas de ontem e de hoje”. Essa passagem textual funciona como:


a) uma ordem
b) uma sugestão
c) uma invocação  
d) um convite



Questão 2 – O texto tem por objetivo:
a) destacar a influência religiosa na construção das tradicionais festas juninas.
b) justificar a presença da fogueira nos festejos juninos.
c) explicar a origem das festas juninas.
d) apresentar os quitutes típicos das celebrações juninas.

Questão 3 – Na passagem “[...] as festas juninas em celebrações religiosas em homenagem a São João, Santo Antônio e São Pedro, cujas datas de comemoração coincidem com o período dos festejos juninos.”, a forma pronominal destacada indica:


a) continuidade
b) posse
c) tempo
d) abrangência



Questão 4 – Em “Oba, é verdade!”, a palavra sublinhada exprime:


a) alívio
b) alegria
c) comoção
d) complacência





Questão 5 – Identifique os referentes dos termos destacados a seguir:
a)      Essa época do ano é uma delícia, não é?”.  

b) “Aqui surgiram também as diversas comidas típicas feitas de milho [...]”.
.
c) “Mas a mais famosa delas é a canjica, que não pode faltar em nenhuma festa junina!”.

Questão 6 – Reescreva o título “Olha o arraiá!”, em consonância com a norma culta:

Questão 7- Identifique a ideia expressa pelas conjunções coordenadas sindéticas sublinhadas:

a)      Uma porção de festas juninas acontecendo, mas você sabe a origem desse festejo todo?
b)      A tradição da fogueira vem da Europa, portanto ela faz parte de uma celebração antiga.
c)      A canjica é um prato típico como também é o pé de moleque e a cocada.
d)     Gosto muito de pamonha, porque ela é feita de milho.
e)       Seja festa junina ou julina sempre danço quadrilha.

Questão 8- Identifique a figura de linguagem que ocorre na frase: anáfora, inversão, silepse, pleonasmo, polissíndeto.

a)      Vem da Europa a tradição de fazer fogueira.
b)      Um grupo de crianças dançavam quadrilha.
c)      A canjica de milho de minha vó é deliciosa.
d)     Cai, cai balão/ Cai, cai balão Aqui na minha mão/Não cai, não/ Não cai, não/ Não cai, não/ Cai na rua do sabão.
e)      Na festa junina o povo dançava e comia e pulava a fogueira de São João.