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sábado, 8 de agosto de 2015

INTERPRETAÇÃO: A corrupção maior é apenas a expressão de um tipo de vida que achamos até normal. WALCYR CARRASCO

Pequenas corrupções
A corrupção maior é apenas a expressão de um tipo de vida que achamos até normal
WALCYR CARRASCO

Todo mundo se escandaliza com o petrolão. Eu também, óbvio. Atinge cifras que escapam a minha imaginação. Mas que tal pensar sobre qual é o meu, o seu, o nosso grau individual de corrupção, como cidadãos comuns?
No caixa eletrônico, por exemplo, tem uma fila grande. Alguém se aproxima. Conversa com um amigo lá na frente e, como se fosse a coisa mais natural, fura a fila. Uma vez reclamei para uma mulher:
– Desculpe, mas seu lugar é lá no fim da fila.
Ficou ofendida, respondeu agressiva. Sinceramente, se ela tivesse dito algo como:
– Eu sei, mas estou com um problema particular e tenho pressa.
 Eu entenderia. Já me aconteceu, na fila do aeroporto, para verificação de bagagem. Ia perder o voo. Expliquei e me deixaram passar na frente. Mas e na fila do avião? Por que a pressa, se o lugar é marcado? O motivo das prioridades é facilitar a entrada de grávidas, crianças, deficientes e idosos. Também há acesso VIP para quem tem milhagens expressivas. Já vi cada atropelo! Uma vez, enquanto tentava proteger da correria uma senhora com um filho pequeno, aconselhei:
– Vá lá para a frente, tem direito de entrar primeiro.
Ela fez que não. Corria o risco de ser atropelada.
Se dá para furar uma fila, você fura?
No restaurante, sempre alguém dá uma carteirada com o maître e passa na frente. Vi isso acontecer muitas vezes. Eu não gosto de esperar. Paro em frente ao restaurante e pergunto se tem espera. Se tem, agradeço e vou a outro. Restaurantes mais vazios, com donos saltando como caranguejos sobre possíveis clientes, também não faltam.
E a nota fiscal? Houve uma época em que até o dentista perguntava se era sem nota. Com, era mais caro. E depois ele esquecia de dar. Fazia cara de ofendido se eu insistia. Graças aos cruzamentos da Receita Federal isso está acabando. Eu declaro se paguei e pronto. Acho justo. Em São Paulo, foi instituída a nota fiscal paulista, com estímulos financeiros a quem pede. Na hora de pagar sempre perguntam:
– Quer nota fiscal paulista?
Acho um absurdo a pergunta. É regra dar a nota. Se eu pago meus impostos, por que o comerciante não? Ah, tem muito imposto. Tem mesmo. Mas, então, o certo é protestar, votar melhor. Não sobreviver à custa de pequenas corrupções. Não é só no Brasil. Tenho um amigo modelo que mora na Cidade do Cabo, na África do Sul. Conheceu uma finlandesa que passou maus bocados. Simples: finlandeses são honestos. Então, ela, logo no primeiro dia de férias, fez o que fazia na Finlândia. Deixou a bolsa embaixo de uma árvore e foi correr num parque. Na volta, cadê? Perdeu grana, passaporte, tudo. Aqui, alguém tem coragem de deixar qualquer coisa embaixo de uma árvore? Já contei a história de um amigo que sofreu um acidente de carro, dois rapazes pararam para ajudar e o assaltaram enquanto sangrava?
Outro dia li sobre uma moradora de rua que encontrou dinheiro e devolveu. Virou notícia, como ocorre cada vez que um ato de honestidade, ainda mais praticado por um necessitado, acontece. Há algo muito errado num país onde honestidade é notícia.
Quando devolvo o troco que veio a mais, a mocinha do caixa me olha como se estivesse diante de São Sebastião. Claro, isso iria para a conta dela. Não sou eu que vou roubar de uma trabalhadora que está no caixa. Mas é tão pouco comum gente que devolve! Assim como caixas também frequentemente não têm moedinhas e arredondam o troco. Já estive em restaurantes que “arredondaram” em vários reais, sem nem dar explicação. Agora, pagando com cartão, a prática está acabando. O que eu falo vale para gente rica, classe média ou pobre. Um amigo meu, dermatologista, tinha duas clientes que viviam à base de champanhe. Se encheram de Botox. (E o produto custa para o médico.) Deram um cheque sem fundos e foram meses para receber. Botar Botox não é o mesmo que passar fome, onde a gente até entende o roubo de comida por desespero. Mas acontece. Como ocorre também entre os médicos. Se você for a qualquer médico e ele disser:
– Eu prefiro que o remédio seja manipulado, tenho mais confiança.
E depois indicar a farmácia, já sabe. São 30% que vão para o bolso dele. Exatamente. As farmácias de manipulação têm o costume de pagar essa percentagem aos médicos que dão a receita.
Os exemplos não acabariam nunca. A verdade é esta: nós todos vivemos cercados de pequenas corrupções. A corrupção maior é apenas a expressão de um tipo de vida que achamos até normal.

                                                              
                                                              1-      De onde foi retirado o texto?   
Maître é uma palavra de origem francesa que originalmente significa "Mestre".

      2-      De quem é a autoria? 

      3-      Qual o assunto tratado no texto?

4-      O texto Pequenas corrupções pertence ao gênero:  (   ) conto  (    ) notícia (   ) crônica    (   ) informativo

5-      Cite os pequenos atos de corrupções que aparecem no texto.

6-      Explique o que é “dá uma carteirada”?

7-      “A lei 8.112 proíbe utilizar o cargo público em proveito pessoal ou de outro. O Código Penal, em seu artigo 316, diz que é crime exigir vantagem indevida, para si ou para outro, direta ou indiretamente, utilizando-se do cargo. A pena prevista é de dois a oito anos de reclusão e multa. As queixas contra a prática são registradas como abuso de autoridade. Mas, até hoje, nenhuma figura pública foi presa por carteirada.”   http://virgula.uol.com.br/eu-quero-salvar-o-planeta/afinal-dar-carteirada-e-crime/
Ø  Em sua opinião, por que as autoridades que dão carteirada não recebem a punição prevista em lei?

8-      No trecho “Outro dia li sobre uma moradora de rua que encontrou dinheiro e devolveu.” Que tipo de sentimento o autor demonstra diante fato noticiado?  Por quê?

9-      O que você faria se você encontrasse uma bolsa cheia de dinheiro?


10-  Faça em uma folha de papel ofício um desenho contra as pequenas corrupções praticadas no cotidiano.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

TP2- Elementos sonoros e sintáticos da expressividade.





ONOMATOPÉIAS - HQ dos causos da localidade

Primeiramente distribui os gibis para os alunos observarem a estrutura das HQ e observassem as onomatopéias usadas. Em seguida mostrei lhes um quadro com as onomatopéias e seus significados.
E distribui o trabalho de pesquisa, que eles haviam feito sobre os causos da localidade, e pedi que utilizando as onomatopéias transformassem os causos em historia em quadrinho.
Para finalizar eles leram os trabalhos que foram expostos no mural.
Assim como os alunos eu também gostei do resultado final do trabalho, pois além da criatividade houve a valorizar da cultura local.

sábado, 21 de novembro de 2009

TP2 - O período e a oração - A frase e a sua organização.










Primeiramente distribui fotografias das paisagens locais para observarem os detalhes. E responderem as seguintes perguntas:
a) O que você vê na imagem?
b) Onde se passa a cena?
c) Quais as cores que mais chamam sua atenção? Por quê?
d) Quais elementos não aparecem por inteiro? Como você imagina que eles sejam?
e) Se alguém que não pudesse ver a imagem lhe pedisse para contar o que ela mostra, como você diria isso de forma resumida?
Depois de responderem as questãos os alunos descreveram a imagem expressando a opinião sobre ela.

No segundo momento os alunos fizeram a revisão e passaram o texto para outra folha de papel ofício onde foi colada a fotografia. Sendo exposta no mural.

sábado, 7 de novembro de 2009

TP1- Pactos de leitura - Texto Publicitário























Propaganda: outdoor

No primeiro momento trabalhei com os alunos as partes que compõem o texto publicitário: símbolo, logotipo e slogan. Também falei que o texto publicitário é um texto persuasivo, pois tem a intenção de persuadir, convencer alguém a aceitar algo ou a se decidir a respeito de algo; ou de convencer alguém da necessidade de algo.

Num segundo momento pedi que falassem qual era os slogan das atuais propagandas divulgadas pelos meios de comunicação. Ex: Red Bull (Te dá asas), Skol (Desce redondo), Coca-Cola(Mãe, você é essa Coca-Cola toda) , Casas Bahia (Dedicação total a você), Antártica (A boa)... Eles não tiveram a menor dificuldade em identificar os slogan.

Em seguida distribui propagandas para identificarem todas as partes que a compõem. A maioria dos alunos responderam corretamente.

Logo após pedi que cada um criasse um slogan para uma campanha publicitária sobre a despoluição do Rio Macacu. Além do slogan a propaganda deveria ter as demais partes estudadas. Para concluirmos as tarefas escolhemos o melhor slogan de cada turma: " CONSCIÊNCIA LIMPA _ SEM LIXO, SEM RISCO!", "Rio Macacu _ VALORIZE MAIS E POLUA MENOS."

Os alunos gostaram de fazer as propagandas.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Variantes linguísticas: dialetos e registros




































DICIONÁRIO DO JOVEM



Primeiramente conversei com os alunos sobre o vocabulário utilizado pelos os integrantes da família: avôs, pais, irmãos... Perguntei se todos utilizam as mesmas expressões e palavras para se comunicarem. Eles me responderam que não. Que algumas palavras são próprias de cada faixa etária.

Em seguida pedi que em dupla fizessem uma listas das gírias que eles utilizam no cotidiano. Após a criação da lista que colocassem o significado de cada uma delas, exemplificando com uma frase. Assim que cumprissem essa etapa a dupla deveria fazer a revisão do dicionário ,pondo-o em ordem alfabética.

Logo após a revisão a dupla passou a dicionário para folha mimeografada para ser fixada no mural da sala. Os alunos adoraram fazer essa atividade.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

A revisão e edição







Primeiramente li uma entrevista da Folhinha de São Paulo, 28 de fevereiro de 2004, com crianças de 8anos 13 anos de Recife (PE), Salvador (BA) e São Paulo(SP) sobre quais gírias usavam.

Após a leitura perguntei aos alunos se eles utilizam gírias, quando e como as usam. Em seguida, pedi que me grupo criancem três perguntas sobre o uso da gírias e que cada integrante do grupo respondesse as perguntas individualmente.

Assim que todos respoderam as perguntas, trocaram as respostas com o colega para que juntos revisassem as respostas dadas. A fim de que cada um fizesse as correções necessárias para melhor entendimento do texto.

Logo após a revisão cada grupo passou suas perguntas e respostas para a folha de papel ofício que foram coladas numa folha de papel cilueta e fixada no mural da sala. Sendo assim, compartilhada com todas a classe.

sábado, 17 de outubro de 2009

Atividade sobre argumentação





DEFENDENDO IDÉIAS

Primeiramente distribui as imagem da propaganda para os alunos. Depois perguntei o que estava sendo anunciado. Responderam que era uma clínica. Mas que tipo de clínica retruquei. como não sabia dizer exatamente o nome. Lembrei-os da novela Beleza Pura, pois havia uma clínica igual. Então obtive como resposta clínica de estética. Pedi que observassem atentamente toda a propaganda e dissessem que realação havia entre a imagem e a escrita. Eles disseram que a mulher bonita.
No segundo momento coloquei no quadro as perguntas sobre a propaganda. A maioria da respondeu corretamente as perguntas. Logo após responderem no caderno fizemos a correção oral.